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Skip to main contentCONVERSAS
Liliana Pereira dedicou grande parte da sua vida profissional à área da qualidade, até descobrir uma segunda paixão: o coaching. Hoje, dedica os seus dias a acompanhar profissionais na definição dos seus objetivos, na superação de desafios e na construção de caminhos de desenvolvimento pessoal e profissional. Como assume, a comunicação assume um papel determinante em todo este processo.
Nos últimos anos, o coaching tem tido uma forte mediatização, gerando também opiniões muito controversas. Como sentes que esta área é atualmente encarada?
Sinto que o conhecimento sobre o que é o coaching e para que serve ainda é muito escasso e que existem diversas interpretações, umas mais acertadas do que outras. As pessoas ainda não sabem muito bem como distingui-lo de outras áreas do desenvolvimento pessoal e profissional, como a psicologia, a mentoria, a consultoria ou a formação.
É uma questão que já me incomodou mais. É uma profissão relativamente nova e é natural que os entendimentos se dividam. Existem organizações internacionais, como a ICF, que regulam a profissão e que têm tido um papel muito importante na definição do coaching e na sua comunicação junto do público.
Tendo em conta a tua marca pessoal e a tua marca comercial, que esforços de comunicação desenvolves para esclarecer e informar sobre a pertinência do coaching?
Aproveito todas as oportunidades!
No passado, estive mais presente nas redes sociais e comunicava mais sobre o que é e o que não é o coaching. Atualmente, aproveito as conversas pessoais e profissionais para esclarecer o conceito, o processo e a sua utilidade.
Quando conheço alguém potencialmente interessado em coaching, ofereço sempre a primeira sessão, para que a pessoa possa experimentar e perceber as suas vantagens e potencialidades. Durante essa sessão, esclareço conceitos e respondo a todas as questões que possam surgir.
Num processo de coaching, qual é a importância da comunicação na relação com o cliente?
A comunicação é um ingrediente essencial para o sucesso de um processo de coaching. A relação entre o coach e o cliente deve ser de grande proximidade e depende da interação entre ambos, através da comunicação verbal e não verbal.
Na relação de coaching, tudo é comunicação: as palavras, os silêncios, as expressões, o tom de voz e a linguagem corporal. A atenção a estes aspetos permite que o coach ouça aquilo que o cliente diz e também aquilo que não diz, para poder dar feedback, questionar ou clarificar.
Por outro lado, para além de estar atento e saber ouvir, o coach também deve saber comunicar com eficácia, de forma clara, objetiva e gentil. A forma como devolve, resume e questiona é essencial para construir a relação e apoiar o cliente no processo de se conhecer melhor e alcançar os seus objetivos.
Aplicas técnicas específicas com clientes que apresentam uma comunicação mais contida e que, por esse motivo, possam condicionar o processo de coaching?
Na minha experiência, uma comunicação mais contida por parte do cliente não tem necessariamente de condicionar um processo de coaching. A presença do coach durante uma sessão, a empatia, a curiosidade e o espaço dado ao silêncio são essenciais para construir a relação e tornar a comunicação eficaz.
Para quem ainda equaciona recorrer ao coaching, que mais-valias destacas ao nível da comunicação e da liderança?
Os resultados de um processo de coaching são sempre únicos e pessoais e dependem dos objetivos específicos que cada cliente pretende atingir. Com base na minha experiência com alguns clientes, posso dizer que o coaching pode ajudar a melhorar a capacidade de ouvir, criar e manter relações, dar feedback, tomar decisões, negociar e gerir a vida de forma mais equilibrada.
Se o coaching pudesse ser sintetizado em três palavras, quais seriam?
Propósito, aprendizagem e resultados.
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